I have a degree in International Relations but i am currently full time mom.I design dresses and do volunteer work.Im spiritualist,i believe in the power of holistic therapy to heal.I love languages,diversity, travelling and beauty.I believe music exists to communicate what words can't.Pro-choice, Pro-education, Pro-equality, Pro-passionate opinions, Pro-freedom of speech.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme . Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Acho bonito mesmo essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.
A coisa. O Que deixa tudo com cara de metade. O que coloca tres pontinhos na última palavra. A coisa que dói e consola simultaneamente, incessantemente. O inferno silencionso que ofusca os sons da rua. A coisa. A coisa que não termina quando desperta, porque nunca dorme. A coisa linda que eu não quero esquecer. A coisa que eu só sei lembrar. A coisa essa que não dá pra alcançar com as mãos, mas vive do meu lado o tempo inteiro. A coisa que fala o que ninguém ouve. A coisa que toca e não tem calor, mas arrepia o corpo todo. E que não pesa o lado da cama, mas dorme comigo toda noite. A coisa que quase não tem nome, não fosse a criatividade do brasileiro em inventar pra coisa, uma palavra: Saudade.
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